Junte-se aos milhares de companheiros que assistem à Análise Política da Semana

No próximo sábado, dia 1º, o companheiro Rui Costa Pimenta vai apresentar mais uma Análise Política da Semana. Será feita no auditório Friedrich Engels do Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), em São Paulo.

A equipe da Causa Operária TV vai transmitir ao vivo para os interessados em participar que estejam fora da cidade de São Paulo. Para ficar por dentro basta acompanhar o Diário Causa Operária Online e a Causa Operária TV.

A plenária começa às 11 horas da manhã. Para acompanhar presencialmente o CCBP fica na rua Serranos, 90, a cinco quadras da estação de metrô saúde.

Rui vai tratar principalmente da campanha contra o golpe de Estado no Brasil, falando sobre a prisão de Palocci, a perseguição contra os ex-presidentes Lula e Dilma e contra o Partido dos Trabalhadores. Também falará das perspectivas internacionais, como na Inglaterra.

A última análise foi vista por mais de 8 mil pessoas que têm interesse em discutir a situação política nacional.

Enquanto isso, assista à última Análise:

Lava Jato segue perseguindo petistas e prende Palocci

Nova fase da Operação Lava Jato prendeu por ordem da Justiça o ex-ministro petista Antônio Palocci. Sua prisão foi “anunciada” pelo ministro da Justiça, Alexandre Moraes, um dia antes (domingo, 25), em evento em Ribeirão Preto (SP), curiosamente a cidade de origem de Palocci. Palocci foi ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e ministro da Fazenda no governo Lula.

Os outros dois presos são: o ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio Dourado e Branislav Kontic, que atuou como assessor na campanha de Palocci em 2006. Todos foram levados para Curitiba.

Moraes não falou diretamente sobre a prisão, mas disse que no dia seguinte haveria novos acontecimentos envolvendo a Lava Jato, “teve a semana passada [a prisão do ex-ministro Guido Mantega] e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos”, disse. Na manhã da segunda-feira (26), Palocci foi preso temporariamente.

Moraes disse isso em conversa com integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), em evento de campanha de Duarte Nogueira (PSDB) à prefeitura de Ribeirão Preto (SP).

Essa foi mais uma prisão arbitrária e sem provas de um petista e está baseada “evidências de que o Palocci e Branislav receberam propina para atuar em favor da empreiteira [Odebrecht], entre 2006 e o final de 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal. O ex-ministro também teria participado de conversas sobre a compra de um terreno para a sede do Instituto Lula, que foi feita pela Odebrechet” (G1).

“Conforme planilha apreendida durante a operação, identificou-se que entre 2008 e o final de 2013, foram pagos mais de R$ 128 milhões ao PT e seus agentes, incluindo Palocci. Remanesceu, ainda, em outubro de 2013, um saldo de propina de R$ 70 milhões, valores estes que eram destinados também ao ex-ministro para que ele os gerisse no interesse do Partido dos Trabalhadores”, diz o MPF. As suspeitas surgiram em delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa.

O advogado José Roberto Batochio afirmou que as acusações são improcedentes. “Italiano é o que eles dizem que era o homem que centralizava a distribuição dos recursos que eles entendem que são  ilícitos, que eles julgam ser o senhor ministro Palocci. Então, Marcelo Odebrecht diz assim: ‘Eu fui a diplomação da presidente Dilma e o italiano não estava lá’. E quem era a primeira pessoa que estava na fila na diplomação da presidente Dilma? Antônio Palocci.”

A Lava Jato “parece um espetáculo”, disse ele. “O show tem que continuar. O circo tem que continuar”.

Sobre a fala do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, Batochio disse que “o fato de ele anunciar em um encontro do PSDB que haverá novas diligências não é estranho. Aécio [Neves] denunciado, Anastasia denunciado, Serra. Por que será [que anunciou no evento]?” Para Batochio, “as liberdades constitucionais foram sequestradas em Curitiba”. “Ninguém faz nada. Um silêncio absoluto”, disse.

“Não sabemos a acusação, pois ela é até o presente momento absolutamente secreta ao melhor estilo da ditadura militar. Você não sabe de nada, não sabe o que está sendo investigado, um belo dia batem à sua porta e o levam. De modo que nós estamos voltando ao velho tempo do autoritarismo, da arbitrariedade. Qual a necessidade de se prender uma pessoa que tem domicílio certo, que é médico, que foi duas vezes ministro, que pode dar todas as informações quando for intimado. É por causa do espetáculo?”, questionou Batochio.

Conspiração sem disfarces

No último domingo, o ministro golpista da Justiça, Alexandre de Moraes, foi fazer uma visita para o candidato tucano à prefeitura de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira. Em reunião com o tucano e com representantes do golpista Movimento Brasil Livre (MBL), Moraes “deixou escapar” que no inicio da semana seria deflagrada uma nova fase da operação Lava Jato. “Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”.

Vale lembrar ainda, já que a imprensa golpista não o fará, que Duarte Nogueira, ex-líder do PSDB na Câmara dos Deputados e ex-secretário da Agricultura no governo Alckmin, é um dos acusados de envolvimento na máfia da merenda.

Menos de um dia depois da declaração de Moraes, a Lava Jato batia às 6 horas da manhã no apartamento do ex-ministro Antônio Palocci Filho para prendê-lo. Na terra de Palocci, em reunião com seu tradicional inimigo político na cidade – Nogueira e seus aliados perderam eleições para Palocci ou candidatos apoiados por ele na cidade por seguidas eleições -, o Ministro da Justiça “adivinhou” o que aconteceria.

Moraes foi obrigado a se explicar para a própria imprensa golpista que viu no fato uma oportunidade para a esquerda atacar a operação Lava Jato. De fato, a declaração de Moraes apenas corrobora o que já era óbvio: a operação do judiciário é uma operação política golpista articulada pelos partidos da direita.

Moraes prestou um serviço de utilidade pública ao tornar ainda mais claro que a operação Lava Jato é uma operação política. Retirou o disfarce cínico que encobre a operação golpista.

Veja no link abaixo o vídeo do momento em que Alexandre de Moraes antecipa a 35ª Fase da Lava Jato.

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Gás natural também está a venda

No Brasil, o gás natural só é comercializado pela Petrobrás através da Lei do Petróleo (1997) e da Lei do Gás (2008) que prevêem um mercado livre de acesso a terceiros aos gasodutos. Assim, todas as negociações passam pela estatal.

No entanto, foi anunciado que a Petrobrás irá alienar grande parte de seus ativos no setor de gás natural o que irá acarretar na entrada de capital estrangeiro na estatal.

A hegemonia da estatal na cadeia de suprimento de gás natural é absoluto, responde por 92,2% da produção interna do gás. A Petrobrás controla os principais meios de acesso do gás importado ou pelo gasoduto Bolívia-Brasil ou pelos três terminais de regaseificação. A estatal também controla 8.927 km dos 9.244 km dos gasodutos, tem participação acionária em 19 das 27 concessionárias da distribuição de gás no País e detém 53% da potência instalada de termoelelétricas a gás natural nacional.

Querem usar a Petrobras como forma de aumentar a chamada “livre concorrência” que nada mais é do que entregar a riqueza nacional para as mãos dos capitalistas.

Temer, o Robin Hood da burguesia

O golpista Michel Temer enviou para o congresso em 10 de junho um projeto que reduz a taxa de imposto em mansões no litoral para milionários, enquanto que aumenta a taxa de imposto para toda a população mais pobre .

A medida provisória vale para propriedades públicas no litoral, em praias que podem ser alugadas por milionários para uso privado e construções de mansões ou apartamentos em frente à praia com valor de mercado altíssimo.

Sendo assim, a Secretaria de Patrimônio da União, que poderia arrecadar milhões com propriedades paradisíacas, recebe valores irrisórios, como a mansão em Paraty da família Marinho que paga um valor mensal de R$ 3.752 mil por uma propriedade cujo aluguel privado seria 10 a 20 vezes maior .

Em outras palavras, enquanto há cortes na saúde e na educação e aumento de impostos sobre a população trabalhadora, há diminuição de impostos para os milionários. Os golpistas tiram dos pobres e dão aos ricos, isso é o golpe, quem paga o pato é a classe operária.

Venezuela: campanha pelo referendo é um golpe da direita

Em janeiro desse ano, quando a direita golpista da Venezuela assumiu a maioria dos assentos na Assembleia Nacional, logo tratou de tornar a casa legislativa em um quartel general do golpe para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

Por meio de manobras parlamentares diversas, a direita golpista começou a tentar derrubar o governo. A tentativa da direita naquele momento foi a utilização de uma emenda constitucional para encurtar o mandato do presidencial, uma invenção jurídica dos direitistas. Recusada a manobra no tribunal, a direita persistiu no que o governo denuncia como uma “guerra não convencional” para desestabilizar a Venezuela.

Só depois do fracasso dessas tentativas a direita começou a tentar convocar um referendo revogatório. Na imprensa burguesa, os prazos exigidos pelo CNE (Conselho Eleitoral Eleitoral) são apresentados como obstáculos artificialmente criados pelo governo chavista para adiar o referendo. Semana passada, o CNE anunciou que, caso o referendo seja realizado, só será possível fazê-lo ano que vem, depois do dia 10 de janeiro. Com essa decisão, caso Nicolás Maduro fosse rejeitado na votação assumiria seu vice, Aristóbulo Istúriz.

O referendo revogatório é um mecanismo criado durante o começo do governo de Hugo Chávez e agora está sendo usado pela direita golpista, mais para promover protestos violentos e alimentar a propaganda contra o governo do país do que de fato para vencer o referendo.

Na Assembleia, Diosdado Cabello, deputado chavista e uma das principais figuras do governo, denunciou mais essa manobra da direita ainda em maio: “se eles quisessem fazer um referendo teriam começado a campanha em 11 de janeiro”. Segundo Cabello, a direita golpista não o fez “porque perdeu apoio, como demonstram estudos que temos”. Apesar de a campanha contra o referendo ser uma fraude amplamente exposta na Venezuela pelas denúncias do governo, a direita vai procurar usar isso para inflamar seus apoiadores.

Como em todo o continente, a direita golpista venezuelana também está a serviço do imperialismo para tentar substituir o governo por um governo servil aos interesses dos EUA. Um governo que atacaria os salários dos trabalhadores, suas condições de vida, direitos e suas organizações.

Militantes realizam jantar de campanha eleitoral em Campinas, interior de SP

Na noite dessa última sexta-feira, 23, o Partido da Causa Operária realizou mais um jantar das eleições. A campanha dessa vez foi para a prefeito de Campinas.  O evento foi realizado na Associação Ponte Preta e contou com a presença de dezenas de trabalhadores dos Correios, bancários, militantes do movimento contra o golpe de Estado da cidade e apoiadores da candidatura do PCO.

Em clima de confraternização, o militante do PCO e candidato a prefeito de Campinas, Edson Dorta, discursou antes de servir o jantar, explicando os objetivos da candidatura na cidade, e a necessidade de organizar o partido em Campinas e no Brasil para enfrentar o próximo período, que passará necessariamente pela luta contra o golpe de Estado no Brasil.

Aos presentes foi servido o jantar, que tinha como cardápio, lagarto ao molho madeira e strogonoff de frango, além de uma entrada com moela e salgadinhos.

A festa também contou com a participação da Banda Mistura Popular, grupo musical da Cidade de São Paulo, que está sempre presente nas manifestações contra o golpe organizado pela Frente Brasil Popular.

Golpistas e a Previdência: Trabalhem até a morrer

O aumento da idade mínima para a aposentadoria é uma das principais propostas da reforma da Previdência. Alguns  dizem que os golpistas vão também mexer nos privilégios das aposentadorias do militares e parlamentares, mas o que existe de concreto na mudança é que o povo terá que trabalhar até os 65 anos de idade.

O governo golpista usa textos técnicos para justificar está atrocidade com a população, um dos textos são dos economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Luis Henrique Paiva, Leonardo Alves Rangel e Marcelo AbiRamia Caetano (hoje secretário de Previdência do Ministério da Fazenda), e mostrou o elevado custo das aposentadorias precoces. Eles consideram “precoces”  as concedidas a homens com menos de 60 anos e a mulheres com idade inferior a 55 anos.

A PEC que vai alterar as regras da Previdência acabará com a aposentadoria por tempo de contribuição — 35 anos para homens e 30 para mulheres. Com a mudança, todos (homens e mulheres) trabalharão até os 65 anos, com 25 anos de recolhimento. Exemplo: Quem começar a trabalhar aos 18 anos contribuirá por 47 anos.

A conversa fiada de que a previdência está quebrada não tem base nos dados estatísticos, pois estudo feito pelo Instituto de Economia da UFRJ aponta que o problema da previdência está na forma fraudulenta com que os economistas do governo fazem o cálculo de seu balanço. O cálculo usado pela equipe econômica para mostrar um suposto rombo na Previdência leva em consideração apenas as receitas arrecadadas de empregados e empregadores, desconsiderando a arrecadação por impostos.

Além das contribuições do próprio trabalhador, o sistema de aposentadorias também conta com outras arrecadações por CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e as receitas de concursos de prognóstico (resultado de sorteios, como loterias e apostas). Pelo cálculo, sem estas contribuições, houve um déficit de R$ 85 bilhões no ano passado, mas incluindo aquelas receitas há um superávit de R$16 bi. Com este superávit, fica evidente que não há qualquer crise na Previdência, como procuram afirmar.

Além desse estudo, a Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP), baseada em dados do próprio governo, denuncia a lista de devedores da previdência, que inclui entidades “filantrópicas” (lucrativas), cooperativas, grandes empreiteiras, empresas prestadores de serviços, industriais, bancos e muitas outras instituições de todos os segmentos econômicos do Brasil, que são devedores de mais de R$ 200 bilhões para a entidade.

O ataque à previdência social faz parte do plano do imperialismo e da direita com a crise de 2008 de aprofunda os ataques contra a população, ou seja, uma política duríssima para a salvação dos grandes monopólios capitalistas e esse plano de salvação tem que ser feito à custa de um ataque profundo, generalizado, contra as massas populares, contra os trabalhadores.

PM na USP completa seis anos

A Polícia Militar faz seis anos no campus da USP em São Paulo e a mudança e o cumprimento dos oito projetos assumidos pela Secretária de Segurança Pública é quase nulo, o que mostra que, como denunciou o movimento estudantil, a “segurança” era apenas uma pretexto para aumentar a repressão política dentro da universidade.

Os projetos feitos no inicio da implementação eram a criação de um conselho de segurança no campus, uma base fixa da Polícia Militar, reuniões com alunos para discutir a presença da polícia no campus, proximidade da PM e dos alunos, aplicativo para denúncias, curso de defesa pessoal para alunas, ao menos 42 policias no campus e a ampliação da iluminação.

A presença da polícia foi definitivamente implementada quando o aluno Felipe Ramos de Paiva foi baleado em um assalto em 2011 que até hoje é mal explicado. Hoje, há 42 policiais no programa, sendo que trinta circulam diariamente no campus. A presença da Policia Militar na USP é parte de uma política de policiamento de alunos e funcionários do campus que remete à época da ditadura militar.

Há várias denúncias de que os policiais têm feito perguntas que dizem respeito à vida acadêmica e às opiniões políticas dos estudantes e professores, tais como “você está matando aula?”, “você é contra a presença da PM no campus?”.

É preciso exigir a saída da PM da USP. A polícia dentro da universidade é parte da política de repressão ao movimento estudantil, com o objetivo de facilitar a privatização.