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Quarteto francês apresenta obra de Schoenberg em São Paulo

Na última quinta-feira (14), durante o Festival de Inverno, foi apresentado pelo quarteto francês Diotima, o quarteto de cordas opus 7, o primeiro de Arnold Schoenberg.

O quarteto, formado por Yun-Peng Zhao (violino), Guillaume Latour (Violino), Franck Chevalier (viola) e Pierre Morlet (violoncelo), gravou extensivamente a música do século XX.

Arnold Schoenberg é um dos mais influentes compositores do século XX. É criador do dodecafonismo, um dos mais influentes e conhecidos estilos na música.

Durante o nazismo, a música do compositor austríaco foi rotulada como “música degenerada”, por não se adequar aos padrões estéticos de Hitler.

A obra tocada pelo quarteto francês foi escrita em 1904 e, segundo Alban Berg, um dos alunos de Schoenberg, rompe com a narrativa tradicional.

Mesmo suas primeiras obras, ligadas à tradição pós-romântica, mostravam a tendência a um método composicional inovador, que se mostrou no dodecafonismo, método que organiza as doze notas da escala cromática igualmente. Compositores como Pierre Boulez e Milton Babbitt, décadas depois, se basearam no sistema de Schoenberg para criar o serialismo.

Assista, no próximo sábado, à palestra sobre a Revolução Espanhola

Às 15 horas

A companheira Natália Pimenta, da direção nacional do Partido da Causa Operária, apresentará no próximo sábado, dia 23, uma palestra-debate sobre a revolução e contrarrevolução na Espanha. O evento será no auditório do Centro Cultural Benjamin Perét (CCBP).

O tema é bastante atual e serve de base para quem tiver interesse em entender o que se passa na atual situação política do Brasil. Dentre os assuntos que serão abordados estão o avanço da extrema-direita na época, as greves operárias que ocorreram, a guerra civil que dividiu o País entre fascistas e a resistência anti-fascista e também sobre a posição dos partidos políticos existentes na época.

A participação é aberta a todos os interessados. É possível participar comparecendo no auditório do CCBP, localizado na rua Serranos, 90, a cinco quadras do metrô saúde. Os companheiros de fora da cidade de São Paulo e quiserem participar poderão assistir ao vivo, via internet, pelo Diário Causa Operária Online ou pelo canal no youtube Causa Operária TV.

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Três policiais foram mortos em Lousiana, Estados Unidos

Na última sexta-feira, dia 15, em Baton Rouge, capital de Lousiana (EUA), Alton Sterling, um homem negro de 37 anos, foi enterrado. Sterling foi assassinado a tiros por dois policiais brancos depois que já estava imobilizado no chão.

Dois dias depois, em Minnesota, outro homem negro (Philando Castile) foi assassinado pela polícia depois de ter sido parado por uma barreira policial, acusado de ter infringido leis de trânsito.

Os casos fizeram aumentar os protestos contra a brutalidade policial através do movimento Black Lives Matters, dentre outras manifestações que estão tomando conta do País.

Como resultado da brutalidade policial, o movimento negro de conjunto e outras reações isoladas procuram dar resposta aos ataques do Estado.

Em outro caso de morte de agentes da repressão, na manhã deste domingo (17), três policiais foram mortos em Baton Rouge (Lousiana), outros três policiais teriam ficado feridos e um civil foi morto.

Informações iniciais dão conta que a polícia atendeu a um chamado telefônico dizendo que havia um homem caminhando com o rifle pela rua. Esse homem seria Gavin Long, um homem negro de 29 anos, e que teria disparado contra a polícia no dia do seu aniversário.

Diante do acontecimento, o governador de Louisiana, John Bel Edwards, em pronunciamento oficial, afirmou que “este é um ataque inexplicável e injustificado a todos nós em um momento em que precisamos de unidade e cura”.

Na verdade, o ataque (que na verdade é uma reação) é completamente explicável e justificado. Não é parte de uma ação de um maluco, ou um perturbado mental, como procura apresentar a imprensa burguesa.

A população negra sofre com a repressão do Estado norte-americano desde o 1º dia de constituição desse estado. Mesmo com a luta do movimento negro contra a segregação racial e a repressão policial, os números de negros e trabalhadores agredidos e assassinados pelas forças de repressão norte-americanas não caem.

Pelo contrário, com o avanço da crise capitalista, o Estado redobrou o ataque ao povo negro, tanto pela força de repressão quanto pelos direitos econômicos e sociais.

A reação armada e violenta que se está vendo é apenas o início de um processo que pode levar o negro e o trabalhador dos EUA a se organizar para a tomada do poder e pela derrubada do regime de conjunto.

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Turquia: rebelião popular derrota o golpe

Na última sexta-feira (15), houve uma tentativa de golpe militar na Turquia, contra o governo de Recep Erdogan que foi rapidamente bloqueada pelo levante da população turca. Vários pontos do país haviam sido tomados pelos militares, principalmente em Ancara e Istambul, respectivamente capital e maior cidade turcas.

Um dos pontos centrais tomados pelos militares foi a Ponte do Bósforo, em Istambul, onde tanques fecharam os dois sentidos da via. No local, os tanques chegaram a atirar mísseis contra a população, matando dezenas de pessoas, mas a resistência foi maior e os militares abandonaram seus postos.

O presidente Erdogan, ao perceber em um segundo momento que seria sua única saída, convocou as manifestações contra o golpe. Mesquitas pelas cidades também convocavam a população a se levantar contra o golpe.

A resistência aconteceu no país inteiro, com a população partindo para o enfrentamento contra os militares, desde a noite de sexta-feira. Além de se manifestarem contra o golpe, houve um movimento grande no sentido de ir até os mercados, para garantir um estoque de comida e aos bancos, temendo que os golpistas pudessem fechar lojas e bloquear transações bancárias.

A ameaça de golpe ao governo turco não é de hoje. Assim como em outros países árabes, Erdogan é alvo de protestos e ameaças de grupos pró-imperialistas. O golpe, desta vez, partiu de uma ala dos militares, que são muito próximos da OTAN, controlada pelos EUA.

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Livro reúne ensaios críticos de Manuel Bandeira sobre arte

Lançado pela Global Editora, o livro “Crítica de artes” reúne ensaios feitos pelo escritor Manuel Bandeira.

O livro é uma oportunidade para entender a visão do poeta modernista diante das diversas manifestações artísticas.

A publicação reúne quatro ensaios feitos nos anos 50, dois sobre música e dois sobre artes visuais.

O livro tem apresentação do também escritor Carlos Newton Junior.

A obra apresenta o vasto conhecimento artístico de Manuel Bandeira. Na segunda parte do livro, que é dedicada às artes plásticas, o primeiro artigo já é uma brilhante análise acerca da obra de Cândido Portinari.

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Policial mascarado ameaça jovem negro com machado e revólver

PM de São Paulo é uma das mais truculentas do País

Estão circulando na internet fotos de um policial segurando um machado e um revólver, ameaçando um jovem negro que aparenta pedir clemência. O policial está com uma máscara de palhaço e posa para a câmera para os registros.

Existe na mitologia policial a ideia de que uma tatuagem de palhaço revelaria que a pessoa tem envolvimento com morte de policiais. Mas esse mito só serviu para justificar barbaridades como a dessa foto.

Segundo o advogado Ariel de Castro Alves, que é membro do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) e do Movimento Nacional de Direitos Humanos, as imagens denunciam um crime previsto no Código Penal. “Art. 286 – incitar, publicamente, a prática de crime: pena – detenção de 3 a 6 meses ou multa”. O advogado afirmou que a ouvidoria da polícia será acionada para investigar o acontecido.

Como é tradicional, a polícia afirmou que vai investigar o caso.

As fotos revelam o quão à vontade a PM de São Paulo atua nas ruas, levando o horror para toda a população. Ninguém sabe o paradeiro do jovem que aparece na foto, nem os policiais responsáveis por mais essa barbaridade.

A truculência da polícia de São Paulo também é reflexo da administração do estado, comandado por Geraldo Alckmin, do PSDB, defensor do aumento da repressão contra a população negra, pobre e trabalhadora.

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Burguesia pede a privatização da USP

Principal porta-voz da burguesia em São Paulo, a Folha de S. Paulo publicou, no último sábado (16), um editorial em que pede explicitamente para que a burocracia universitária da Universidade de São Paulo (USP) inclua a cobrança de mensalidades de estudantes como forma de “aliviar o quadro da crise financeira” que a universidade vive desde 2013.

De acordo com o jornal golpista há apenas uma opção para a saída da crise: a privatização da USP. Para defender essa política ataca o sindicato dos trabalhadores da USP que se encontra em greve há mais de dois meses reivindicando um aumento salarial, contratação já para cobrir a falta de funcionários e contra o sucateamento da universidade. Para a burguesia a culpa, como sempre, é dos trabalhadores.

Na semana passada, o atual reitor Marco Antonio Zago lançou novamente o PIDV (Programa de Incentivo à Demissão Voluntária). A primeira vez que colocou em prática o programa, pouco tempo após sua posse na direção em 2014, causou um sucateamento e o fechamento de várias áreas do Hospital Universitário (HU) e diminuiu drasticamente o quadro de funcionários em várias unidades.

Desta vez, Zago afirmou que não há uma meta para demissões, mas que vão forçar o máximo possível para diminuírem a folha de pagamento. Todas essas ações estão vinculadas a outros ataques, como congelamento na contratação de professores, programa de redução da jornada de trabalho e salários, corte de verbas para todas as áreas da universidade, entre muitas outras.

Esse editorial foi um sinal claro de que a burguesia quer que a principal universidade do País seja privatizada. Não é de hoje que estão preparando essa ação, há anos o PSDB vêm trabalhando para isso. No entanto, a USP há mais de vinte anos é governada pela direita golpista, a mesma que está na linha de frente do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, ou seja, com o afastamento da presidenta eles pretendem impor a privatização com toda a força.

Na Universidade, se repete o mesmo que em toda a economia diante do golpe. Trata-se de um processo de aceleração da crescente privatização do ensino público e de qualidade no País. Isso deve ser amplamente repudiado e enfrentado, mesmo que pela força, pelos estudantes e todo o conjunto de trabalhadores da USP.

Revolta na Zona Norte de São Paulo

Polícia reprime manifestantes

Um jovem chamado Tiago foi morto atropelado por um caminhão, no Jardim Peri, Zona Norte de São Paulo. Os moradores organizaram uma manifestação diante da morte do rapaz.

O protesto, efetivamente, tinha outras reivindicações. É expressão da crise latente na periferia da população contra a repressão policial.

Organizado na noite desta sexta-feira, dia 15, o protesto corria normalmente até a chegada da polícia, que chegou intimidando os manifestantes e dissolveu o protesto com uso de bombas e gás lacrimogêneo.

Revoltada, a população revidou ao ataque da polícia atirando pedras contra os policiais, ateando fogo em ônibus, fechando vias de acesso etc.

A nota cínica da Polícia Militar afirma que “durante a manifestação (…) vândalos começaram a investir contra os policiais militares destacados para acompanhar o ato. Assim, diante da quebra da ordem pública, foi necessário o uso gradual da força, que consistiu em munições químicas e elastômeras para o restabelecimento da ordem”.

Para a polícia, todo manifestante é vândalo. Essa também é a política do próprio governador do Estado, o tucano Geraldo Alckmin.